Michel de Certeau e a mímesis antiga. A harmonia do cotidiano
DOI:
https://doi.org/10.16921/chasqui.v1i160.5223Palavras-chave:
métis, Poética, Luiz Costa Lima, memória, narrativa oral,Resumo
Este texto revisita o ensaio “O tempo das histórias”, capítulo de A Invenção do cotidiano I, investigando a pertinência da problemática da mímesis na obra de Michel de Certeau. Propõe-se considerar a busca pelo autor de uma escrita correspondente à lógica das táticas como uma reflexão sobre a mímesis, mas entrelaçada a outra noção antiga cara ao autor: a de métis. Após uma apresentação da mímesis pensada pela Grécia antiga e de sua relação com a métis, demonstra-se a importância da noção na tematização por Certeau das narrativas orais, concluindo-se que, ao revisitar – sem que o declare ou o saiba – a noção antiga de mímesis, o autor caracteriza a tática no cotidiano como tendente a uma forma particular de harmonia.
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