Negacionismo e imaginario extractivista
una genealogía del antiambientalismo en Brasil
DOI:
https://doi.org/10.16921/chasqui.v1i161.5277Palabras clave:
Negacionismo, Antiambientalismo, Extractivismo, Colonialidad, PlantationResumen
Este ensayo analiza los vínculos entre el extractivismo y el negacionismo en el Brasil contemporáneo, entendiéndolos como expresiones complementarias de la racionalidad colonial moderna. A partir de la crítica al imaginario extractivista —enraizado en la herencia de las minas y las plantaciones—, se discute cómo este régimen de expoliación de territorios y cuerpos exige, para su mantenimiento, la producción de subjetividades capaces de naturalizar la destrucción. La emergencia del negacionismo, más que un simple desvío de la razón, se comprende como un dispositivo psíquico, político y afectivo que protege el orden extractivista de su potencial deslegitimación. Al negar los impactos de la crisis climática o descalificar los saberes de los pueblos afectados, el negacionismo permite que el proyecto colonial-capitalista siga operando bajo la apariencia de inevitabilidad.
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