Do apogeu à crise da política audiovisual brasileira contemporânea

Kátia SANTOS DE MORAIS

Resumen


Este artigo discute a trajetória da política audiovisual no Brasil a partir da criação da Agência Nacional do Cinema (Ancine), em 2001, e sua migração institucional para a área da cultura, em 2003. São contextualizadas as principais regras da política gerida pela Agência, responsáveis por um ciclo virtuoso do audiovisual dentro de um projeto industrial, até uma mudança de curso aprofundada em 2019 por decisões na esfera política. O intuito é refletir como medidas do Estado indicam a ruptura de um ciclo de desenvolvimento marcado por avanços significativos para a desconcentração e diversidade regional e cultural, mesmo dentro do modelo neoliberal que molda a política audiovisual brasileira. A análise se apoia em dados oficiais publicados pela Ancine.

Palavras-chave: Ancine; Brasil; fomento público; indústria audiovisual


Palabras clave


Ancine; Brasil; fomento público; indústria audiovisual

Texto completo:

PDF (Português (Brasil))

Referencias


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA PRODUÇÃO DE OBRAS AUDIOVISUAIS (APRO); SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE). Mapeamento e impacto econômico do setor audiovisual no Brasil. 2016.

Autran, A. (2010). O pensamento industrial cinematográfico brasileiro: ontem e hoje. In: Meleiro, A. (Org.). Cinema e mercado. São Paulo: Escrituras, pp.15-34.

Baer, J. (2003). L’exception culturelle. Une règle en quête de contenus. França: En Temps Reel, caderno 11, out.

Bahia, L. (2012). Políticas de integração entre cinema e televisão no Brasil. In: Santos, R.; Coutinho, A. (orgs.). Políticas públicas e regulação do audiovisual. Curitiba, PR: CRV, pp. 79-100.

Bentes, I. (2007). Vídeo e cinema: rupturas, reações e hibridismo. In: machado, Arlindo. Made in Brasil: três décadas do vídeo brasileiro, pp.111-128.

Bolaño, C.& Manso, C. (2012). Para uma economia política do audiovisual brasileiro. Cinema, televisão e o novo modelo de regulação da produção cultural. In: meleiro, Alessandra (org.). Cinema e economia política. São Paulo: Escrituras, pp.87-100.

Gatti, A. (2010). A comercialização de um filme internacional: Central do Brasil, Famecos (PUCRS). Porto Alegre, nº 23, ago., p. 16-25.

Getino, O. (2007). As cinematografias da América Latina e do Caribe: indústria, produção e mercados. In: Meleiro, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado. São Paulo: Escrituras, pp. 23-64.

Ikeda, M. (2015). Cinema brasileiro a partir da retomada. São Paulo: Summus.

Marson, M. (2009). Cinema e Políticas de Estado: da Embrafilme à Ancine. São Paulo: Escrituras.

Autora. 2016

Autora, 2018

Pacheco, R. (2006). Regulação no Brasil: desenho das agências e formas de controle. RAP. Rio de Janeiro 40(4), jul/ago, pp. 523-543.

Pó, M. & Abrúcio, F. (2006). Desenho e funcionamento dos mecanismos de controle e accountability das agências reguladoras brasileiras: semelhanças e diferenças. RAP. Rio de Janeiro 40(4), jul./ago., pp.679-698.

Simis, A. (2008). Estado e cinema no Brasil. 2ª ed. São Paulo: Annablume; Fapesb; Itaú Cultural, 2008.

Simis, A.& Marson, M. (2010). Do cinema para o audiovisual: o que mudou?. In: Percepções: cinco questões sobre políticas culturais. São Paulo: Rumos Itaú Cultural, pp.21-34.

Souza, A. (2016). Lei da TV paga: um novo paradigma para a política audiovisual brasileira. Eptic, São Cristóvão, v. 18, n. 2, pp.47-64, maio-ago.




DOI: https://doi.org/10.16921/chasqui.v1i142.4069

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.




Copyright (c) 2020 Kátia Santos de Morais

Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-SinObraDerivada 4.0 Internacional.

convocatorias

Es una edición cuatrimestral creada y editada por CIESPAL.
Av. Diego de Almagro N32-133 y Andrade Marín.
Quito-Ecuador.

Síguenos en:

convocatorias

convocatorias

Revista Chasqui 2018
está bajo Licencia Creative Commons Atribución-SinDerivar 4.0 Internacional.