Dialogo_Revistas

O que é comunicação nas revistas acadêmicas de comunicação? Um estudo de 53 periódicos acadêmicos brasileiros

What is ‘communication’ in Communication journals? A study of 53 Brazilian academic periodicals

¿Qué es la comunicación en las revistas de comunicación académica? Un estudio de 53 revistas académicas brasileñas

Luis Mauro Sa MARTINO

Brasil

Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero

lmsamartino@gmail.com

Chasqui. Revista Latinoamericana de Comunicación

N.º 149, abril - julio 2022 (Sección Diálogo de saberes, pp. 259-276)

ISSN 1390-1079 / e-ISSN 1390-924X

Ecuador: CIESPAL
Recibido: 26-03-2021 / Aprobado: 22-04-2022

 

Resumo

O que é “comunicação” em periódicos acadêmicos de comunicação? Ao propor um artigo para avaliação em uma revista da Área, quais diretrizes indicam esse vínculo? Que assuntos podem ser colocados sob esta rubrica? Este artigo examina os editoriais dos primeiros números, a apresentação e a seção “foco e escopo” de 53 revistas de comunicação brasileiras, a fim de delinear o(s) sentido(s) de “comunicação” em circulação. Nota-se três sentidos principais: (1) como área de interface, às vezes quase se sobrepondo ao conjunto das Humanidades; (2) como campo definido pelos estudos de mídia, sua produção, mensagens e recepção; (3) como conceito de contornos pouco nítidos e de difícil delimitação. Esses pontos são enquadradas em uma perspectiva da epistemologia da comunicação.

Palavras-chave: comunicação; epistemologia; periódicos; meios de comunicação

Abstract

What is ‘communication’ in communication scholarly journals? This question arises from a practical issue: when one chooses to write about

‘communication’ and submit it to review, what guidelines are provided by the journals? What articles might be placed under this label? This paper examines the editorials, presentation and ‘focus and scope’ section of 53 Brazilian communication journals in order to outline their definition of ‘communication’. Main findings suggest that communication is presented (1) as an interface area, sometimes nearly overlapping the whole of the Humanities; (2) as a field defined by media studies, its production, messages and reception; (3) as a troublesome concept without defined boundaries. These findings are framed on a communication epistemology perspective.

Keywords: communication; epistemology; periodicals; media

Resumen

¿Qué es la “comunicación” en las revistas académicas de comunicación? Al proponer un artículo para evaluación en una revista del Área, ¿qué pautas indica este enlace? ¿Qué materias pueden incluirse en esta rúbrica? Este artículo examina las editoriales de los primeros números, la presentación y la sección “enfoque y alcance” de 53 revistas de comunicación brasileñas, con el fin de delinear los significado de “comunicación”, presentada de tres formas principales: (1) como área de interfaz, a veces casi superponiéndose a las Humanidades; (2) como campo definido por los estudios de medios, su producción, mensajes y recepción; (3) como un concepto de contornos poco claros y difícil de definir. Estos puntos se enmarcan en una perspectiva de la epistemología de la comunicación.

Palabras-clave: comunicación; epistemologia; periódicos; medios de

Comunicación;

Introdução

Em um editorial da revista Communication Theory, o editor Thomas Hanitzsch (2013, p. 1) aponta para um problema de definição conceitual nos artigos recebidos para avaliação: segundo ele, alguns autores escolhem o abordar a ‘comunicação’ presente no título da revista”. Duas páginas adiante, insiste que Communication Theory é uma revista de comunicação”:

Isso pode soar trivial, mas quanto mais pensamos a respeito, mais percebemos as amplas aplicações de noções de comunicação em variadas disciplinas acadêmicas. O conceito de comunicação é frequentemente usado em matemática, ciências da computação, sociologia e outros campos com definições e significados que, frequentemente, o substancialmente diferentes daqueles usados no campo da comunicação. Communication Theory se refere aos processos de comunicação que envolvem seres humanos. (Hanitzsch, 2013, p. 3)

Embora esta última definição tamm possa ser discutida, o que seria assunto para outro momento, o problema apontado por ele levanta alguns questionamentos sobre as práticas de publicação acadêmica: o que é comunicação nas revistas da Área de Comunicação? Como saber se um artigo efetivamente endera esse tema? Se, como afirma Hanitzsch, alguns autores escolhem o abordar a comunicação, qual o foco dos que escolhem fazer isso?

Na área de Comunicação, os periódicos acadêmicos vem apresentando um crescimento vertiginioso, ao menos desde os anos 2000 atualmente há 53 revistas em circulação, vinculadas a Programas de Pós-Graduação em Comunicação ou associações de pesquisa.

Para além dos meros, é possível questionar, com França e Prado (2013), o significado dessas publicações para os estudos de Comunicação: o que representa o montante de conhecimento colocado em circulação nesses periódicos? Como eles se entrelaçam com algumas das questões fundantes e fundamentais da Área?

Este artigo examina as seções “foco e escopo, bem como a apresentação ou o editorial do primeiro mero (quando disponível) e dos títulos das 53 revistas acadêmicas em circulação na Área. A análise, pensada a de Signates (2013), focalizou quais eram os aceitos pelas publicações, bem como as definições decomunicação quando existentes apresentadas. Este trabalho prossegue uma investigação anterior sobre as materialidades da teoria na pesquisa em comunicação, tomando como objeto empírico as revistas acadêmicas publicadas na Área (Martino, 2020).

Esse questionamento tem sua origem em um problema prático, presente tanto nas atividades de avaliação de artigos (como saber se um texto é de comunicação?) quanto na hora de enviar um texto para um periódico (o que aproxima um artigo de uma uma revista de comunicação?). É, portanto, como participante do jogo, dentro de uma perspectiva dialógica, que se traz esse tema.

Não se trata, evidentemente, de indicar uma definição certa ou errada ou questionar os critérios editoriais, mas apenas delinear o que é considerado como comunicação pelos periódicos da Área. O critério é a pergunta, o a afirmação.

Tamm o é o objetivo fazer um histórico das publicações, remetendo-se, para tal, à Stumpf (1996), Romancini (2004) ou Acquilini (2015). É preciso cuidado tamm para o tomar as indicações das seções “foco e escopo ou dos editoriais como normativas: nas dimicas de publicação, trabalha-se com graus de proximidade com um tema, e o demarcações objetivas. Esses elementos o indícios, no sentido de Ginzburg (2006), o dados prontos e acabados.

Revistas acadêmicas o um espaço privilegiado de circulação do saber, bem como da definição das principais temáticas, olhares e abordagens de uma Área. Os artigos mais citados tendem indicar os temas mais trabalhados e/ou sua abordagem. Uma pesquisa citada em outros cem ou duzentos textos, para além do chamado “fator de impacto (expressão sujeita a rios questionamentos) assume uma posição de destaque, contribuindo para a definição dos temas legítimos de discussão e investigação dentro do campo (Bourdieu, 1976; 1983; 2006; Merton, 2013).

Por isso, a análise das condições de circulação nas revistas acadêmicas dizem algo tamm sobre os aspectos institucionais e epistemológicos que se entrelaçam em um campo. Evidentemente as dimicas de constituição de uma área do saber ultrapassam o material publicado em revistas, incluindo fatores sociais e históricos vinculados às contradições de cada época. Além disso, é necessário levar em conta as exigências de produtividade, o raro transformadas em produtivismo, indicado nas críticas de Bianchetti e Machado (2007; 2009) ou Kuhlmann Jr. (2014; 2015). A produção em periódicos o está separada de suas condições materiais e institucionais de elaboração pontos importantes tamm na constituição de uma Área (Ferreira, 2007; Martino, 2012; 2018).

No que se segue, o texto explora três caractesticas principais vistas no exame do material empírico, analisadas a partir das discussões correntes da Área sobre seus aspectos epistemológicos: (1) a centralidade da mídia como objeto empírico, (2) a construção de interfaces disciplinares e (3) a problematização do conceito.

1. A centralidade da mídia como objeto

Entendemos que definir como propósito de uma publicação a Comunicação Midiática significa optar pela especificidade da relação de comunicação propiciada por todo suporte de difusão de informação que constitui um meio intermediário de expressão capaz de transmitir mensagens de amplo consumo da atualidade (Silveira, 2002, p. 8).

Esse trecho da apresentação da revista Animus é representativo de uma caractestica presente nas seções Foco e Escopo de praticamente todas as outras publicações: a predominância dos meios de comunicação como principal objeto empírico, ao redor dos quais se desenvolvem estudos de produção, linguagem e recepção dentro, eventualmente, de uma perspectiva das processualidades sociais relacionadas. Embora nem todas as publicações definam exatamente as temáticas aceitas, oferecendo indicações mais gerais a respeito de seu foco, é possível construir um painel dos temas presentes, caracterizado pela definição ao redor da mídia e das práticas sociais relacionadas.

O debate sobre o que constitui o objeto de estudos da Comunicação é uma discussão sempre renovada, especialmente em termos de pensar, a partir de suas premissas epistemológicas, seus desdobramentos institucionais na definição da especificidade da Área frente a outros campos do saber. Trata-se de uma dicotomia de origem da Área, explorada por rias autoras e autores como França (2001), L. C. Martino (2001), Peruzzo (2002), Paiva (2008), Sousa e Geraldes (2009), Felinto (2011), Ferreira (2012), Autor (2016) e Ferrara (2016), entre outros, a respeito das aproximações e distinções entre mídia e comunicação como definidores primários dos interesses da Comunicação a sequência de publicações indica a importância da discussão.

De um lado, estudos voltados para os meios de comunicação em sentido estrito, referente aos meios técnicos e tecnológicos da comunicação, suas implicações de produção, linguagem/sentidos e recepção; de outro, a perspectiva da comunicação como um fenômeno mais amplo, que o se definiria a partir do objeto empírico dos meios, mas como um processo interacional mais amplo.

Nas revistas, o exame das seções Foco e Escopo e dos editoriais sugere um amplo domínio do primeiro caso, com as definições sendo feitas partir dos estudos voltados para a mídia em seus rios aspectos: (a) como empresa ligada às circunstâncias da economia política, (b) na materialidade dos meios, (c) nas rotinas de produção de seus agentes, (d) a especificidade de sua linguagem (e) a criação de sentidos e representações em suas mensagens e (f) os processos de recepção.

Essa pluralidade de olhares incidindo sobre a mídia parece requerer uma concepção igualmente diversificada de aproximações tricas.

Nesse sentido, é possível questionar em que medida, para além dessa unidade inicial do objeto, a definição pela mídia efetivamente poderia caracterizar um diferencial: na medida em que a mídia é compreendida a partir de sua vinculação com processos sociais consideravelmente mais amplos, como diz Braga (2011, p. 5), até que ponto estamos falando de um saber comunicacional levando os ângulos propriamente comunicacionais da interação a aparecerem como epifenômeno? O elemento de unidade de uma empiria comum a mídia tamm se ramifica em uma rie de objetos específicos, desafiando a possibilidade de encontrar um denominador comum. Trata-se de identificar a especificidade da Área ou observar a abordagem da mídia a partir de outras disciplinas e olhares, que só teriam em comum o fato de se dirigirem a um mesmo objeto?

Aliás, trata-se, de fato, do mesmo objeto? A pluralidade de concepções de mídia presentes tende a desafiar essa proposição, sugerindo que a justaposição de aportes disciplinares o significa necessariamente um trânsito entre as disciplinas: vinculadas a seus campos de origem, elas parecem propor concepções de mídia diferentes.

No sentido de facilitar a visualização da questão, tendo em mente os cuidados necessários a este tipo de aproximação, o Gráfico 1, abaixo, indica as principais temáticas citadas nas 53 revistas estuadas. Foram separados os temas mencionados como aceitos, ou pertinentes, nas seções “foco e escopo, agrupados em seguida de acordo com o assunto. De total de 82 temas, apenas 8 o citados em cinco ou mais publicações:

Gráfico 01: Distribuição dos temas citados em mais de dez porcendo das publicações

Fonte: elaborado pelo autor

Dos temas, 23 aparecem mais de uma vez os mais citados são audiovisual, mencionado em 10 publicações, tecnologia e jornalismo, com sete menções cada, cinema (6), comunicação organizacional e relações públicas (5) e estudos de mídia (5). Nota-se, de um lado, a presença de temáticas voltadas para o estudo das práticas e habilitações profissionais, como Jornalismo, Relações Públicas e Comunicação Organizacional (mas o Radialismo ou Publicidade e Propaganda), bem como a predominância das questões de tecnologia e audiovisual elementos que, de certa maneira, se apresentam como dominantes no ambiente contemporâneo das mídias.

Dessa maneira, se a mídia poderia ser pensada como elemento caractestico da Área, como indicam, por exemplo, L. C. Martino (2001), Felinto (2007; 2011) ou Rüdiger (2020), observa-se ao mesmo tempo um problema de definição a respeito do que constitui, efetivamente, mídia.

No conjunto, a noção de mídia parece variar entre alguns aspectos principais: em um primeiro momento, apresenta-se como sinônimo do meio, vinculado à tecnologia que permite a transmissão de mensagens a partir de uma linguagem ou sistema de codificação específico; de outro, como prática social relacionada a esses meios, particularizada, em certos momentos, nas atividades profissionais. Essa indefinição, identificada tamm por autores como Pereira e Oliveria (2016) ou Miconi e Serra (2019), sugere que definir a área a partir de uma perspectiva privilegiando a mídia como objeto de estudos pode ser um caminho para algumas definições epistemológicas, mas levanda uma rie de outras problemáticas referentes à extensão do conceito.

Apesar de sua presença majoritária como objeto de estudos, há encontra poucas definições uma delas provém do editorial da revista Passagens, da Universidade Federal do Ceará:

a mídia o é só um conjunto de materiais, um aparato, ou um código de mediação entre os indivíduos, mas uma instituição social complexa que contém indivíduos e é constituída por uma história de práticas, rituais, hábitos, habilidades e técnicas, além de espaços e um conjunto de objetos (Paula, 2010, p.1).

Nesse sentido, as publicações acadêmicas parecem se apresentar como uma espécie de microcosmos das problemáticas epistemológicas presentes na Área, sobretudo a partir de seus atravessamentos ora pelas Ciências da Linguagem, ora pelas Ciências Sociais: um observador apressado poderia questionar em que medida seria possível verificar a especificidade de um estudo de comunicação em relação a uma sociologia da mídia (em suas práticas de produção e/ou recepção) ou uma hermenêutica referida a partir da análise de códigos, linguagens e discursos presentes nos produtos. É possível observar a existência de dois los temáticos ligados, de fato, às Ciências Sociais, de um lado, e às Teorias do Discurso, de outro em sentido amplo, pensando tamm nas práticas e discursos audiovisuais.

O exame das demais temáticas, o mencionadas diretamente por razões de espaço, mostra uma variedade de assuntos que, se seriam difíceis de justificar sob a mesma rubrica disciplinar, apontam para um caráter de interface intenso, em ampla interseção com outras Áreas, indo das ciências cognitivas às interfaces com a saúde, dos jogos eletrônicos à ficção seriada, discutida no próximo ítem.

Revistas com linhas editoriais mais voltadas para práticas específicas, como o jornalismo e a fotografia, parecem ter uma maior facilidade para delinear seu foco e escopo em termos da definição de um objeto de conhecimento em certa medida, pode-se entender que a materialidade empírica dos objetos, nesses casos, permitem uma tradução mais direta em termos de pesquisa acadêmica. A revista Pauta Geral, voltada para o Jornalismo, indica os parâmetros nos quais compreende o conceito:

epistemologia do Jornalismo, com bases tricas e conceituais situadas nas dimicas, rotinas produtivas e aspectos da produção midiática, quanto às relações do Jornalismo com os demais campos do conhecimento, valorizando as interfaces da comunicação com as representações sociais. (Pauta Geral, 2020)

Observa-se, dessa maneira, a existência de uma gama considerável de aproximações em relação ao tema da mídia: embora, à primeira vista, possa efetivamente se constituir como um objeto definidor de um saber comunicacional, apresenta ao mesmo tempo algumas dificuldades conceituais que precisam ser levadas em consideração. Trata-se, sem dúvida, de uma mirada para um objeto empírico, tangível e passível de uma delimitação metodológica que torne possível seu estudo.

Por outro lado, a pluralidade de pontos de vista o se restringe à variações na vio sobre o objeto, mas de concepções diversas a respeito do que constitui, de fato, um meio. Se efetivamente existe um núcleo de convergência representado pelos meios, a existência de outros olhares presentes nas revistas desafia a tentativa de uma definição unívoca do que isso representa por exemplo, na medida em que algumas das publicações aceitam trabalhos sobre performance, trata-se de uma ampliação da definição de mídia (incluindo o corpo, seus gestos e movimentos) ou da aproximação de outro tema, correlato mas o idêntico, com a consequente ampliação dos limites da Área? Isso leva ao próximo ítem.

2. As interfaces disciplinares da comunicação

A caracterização da comunicação como área de interface parece ter sido originalmente proposta por Braga (2004), apresentando a ideia de uma aproximação o propriamente por um objeto empírico, mas a partir das caractesticas de contato entre dois elementos, a “interface, entendida como processo. Essa perspectiva se entrela ou pode se entrelaçar com a própria constituição da Área: a interface o se daria apenas na dimensão do objeto empírico, mas tamm em relação aos saberes acionados para seu estudo pontos destacados também por Porta (2017).

Opta-se, aqui, por trabalhar a noção de “interface disciplinar”, e o de “interdisciplinaridade”, “transdisciplinaridade ou multidisciplinaridade na medida em que, institucionalmente, as revistas analisadas estão ancoradas em um marco disciplinar, os programas de pós-graduação ou associações de pesquisa em Comunicação. Não se trata, portanto, de pensar em termos interdisciplinares remete-se, para isso, aos trabalhos de L. C. Martino (2001), Boaventura (2012;

2014) e L. M. Martino (2017) mas verificar as aproximações com outros saberes partir de uma vinculação com a Comunicação. Mais ainda, observa-se o tanto a possibilidade de construção de pontes entre um saber comunicacional e outras Áreas, mas de convocá-las para estudo do objeto midiático, definida como empiria central da Comunicação.

Dessa maneira, se existe efetivamente uma centralidade da mídia como objeto de estudos, as perspectivas para sua análise, quando definidas, estendem-se por uma ampla gama de disciplinas, cobrindo praticamente todo o espectro das ciências humanas e se ampliando, em alguns casos, para os estudos de tecnologia.

A observação do conjunto apresenta um aspecto amplo que, de certa maneira, sugere uma espécie de equivalência entre a Área de Comunicação e todo o espectro das ciências humanas, ponto destacado como problemático exemplo por Albuquerque (2002). O risco apontado pelo autor, já naquele momento, era a dificuldade de caracterizar os elementos especificamente comunicacionais, como indica Signates (2012), em relação ao conjunto de temas das Ciêncais Sociais.

Um trecho do editorial do primeiro número de Contracampo, assinado por Maria Cristina F. Ferraz (1997, p.5) é representativo dessa preocupação:

O campo de investigação estende-se das novas formas de controle e televigilância à produção de subjetividades. Urge, portanto, repensar as novas tecnologias, reexaminar o estatuto da imagem na contemporaneidade, revitalizar, em suma, os estudos sobre os meios de comunicação e informação, procurando analisar suas implicações nem sempre evidentes, porém o menos efetivas.

Uma postura semelhante de observação das interseções entre mídia, comunicação e o contexto mais amplo no qual esses objetos se inserem tamm está presente na página de apresentação da revista Eco-Pós. O lugar da comunicação é problematizado em relação às nuances assumidas pelo fenômeno em suas múltiplas dimensões:

Daí, a centralidade do campo da comunicação na cultura contemporânea. Esta é a designação generalista para a intrincada trama de dispositivos técnicos, representações sociais, fluxos informativos, espaços mentais ou configurações de consciência, que confluem para a constituição de novos estilos de vida que quotidianamente articulam-se e colocam-se em tensão com o capital transnacional e o mercado. A mídia, portanto, hipostasia essa forma, ensejando o desenvolvimento de uma tecnocultura que se ime como superfície semiótica de um mundo globalizado e multicultural. (ECO-PÓS, 2020)

Nota-se, como na citação anterior, uma preocupação em localizar a mídia dentro de um contexto, mostrando as interlocuções possíveis, bem como os tensionamentos existentes. Esse trecho é ilustrativo da postura de outras publicações, igualmente preocupadas em se situar tanto diante das demandas de um campo do saber quanto perante uma realidade permeada por contradições e desigualdades em múltiplos níveis. A relação com o mercado, por exemplo, é destacada na apresentação do mero inicial de Organicom:

A universidade tem a obrigação de ser vanguarda e ajudar nas transformações sociais. O mercado da Comunicação Organizacional caminhou muito sozinho e sem o respaldo conceitual que fundamenta o fazer e o instrumental do dia-a-dia. Algo que, emprincípio, o ocorre com as outras áreas do conhecimento. (Kunsch, 2004, p.5)

É possível notar a elasticidade da Área no sentido de abrigar esse conjunto de elementos temáticos sob a mesma rubrica. O predomínio das interfaces temáticas ou da adjetivação parece se dirigir no sentido de delineamento da Área a partir das questões relacionadas à mídia, de maneira mais geral, e alguns aspectos práticos ou profissionais, de maneira específica. A observação das seções “foco e escopo das revistas analisadas mostra essa perspectiva nos temas indicados como aceitos para publicação. É sintomático, como ponto de partida, recuperar uma afirmação presente no editorial do primeiro mero de InTexto:

Quando nos referimos a tais temas, é inevitável a remissão a um amplo arco de problemas metodológicos e conceituais, que se define pela diversidade e pela interdisciplinaridade próprias de seu objeto de estudo (Milman, 1997, p. 1).

Da mesma maneira, em seus primeiro editorial, a revista Intercom assinalava seu foco como a comunicação social”, destacando a interdisciplinaridade e a abrangência temática caractesticas da área do conhecimento (Intercom, 2020).

O quadro 01 apresenta as principais articulações de interface com outras disciplinas ou áreas do conhecimento diretamente mencionadas nas seções Foco e Escopo das publicações:

 

Quadro 01: Áreas e/ou disciplinas mais citadas

Área / Disciplina

Menções

Discurso, signos, linguagem

9

Ciências Sociais

8

Cultura

8

Arte e Estética

5

Subjetividade

4

Filosofia

3

Ciências da Informação

2

Economia Política

1

Fonte: elaborado pelo autor

 

Isso pode levar a outros dois questionamentos.

Primeiro, perguntar o que o seria aceito como um tema de comunicação, uma vez que, no olhar geral, trata-se de um campo de estudos que se apresenta como equivalente ao conjunto das ciências humanas. Qual seria, se existe, um cânone mínimo para caracterizar um estudo da Área a partir das temáticas presentes? É possível questionar, ao mesmo tempo, se existe necessidade disso, ou até que ponto seria desejável a existência de dimensões básicas para a pesquisa da Área.

Segundo, quais seriam os diálogos possíveis dentro da Área de Comunicação? Até que ponto a busca de uma interdisciplinaridade com outras Áreas o pode se tornar mais difícil o diálogo interno ao campo da comunicação?

A variedade de temas, na medida em que supõe tamm uma diversidade trico-metodológica, parece criar uma certa regionalidade epistemológica dos estudos correntes que desafia sua autonomia constituída a partir de caractesticas comuns que a distingua das outras a diferença entre disciplinas apresenta-se como um dos pressupostos para o diálogo interdisciplinar.

3. A problematização do conceito de comunicação

A epistemologia de uma ciência, como recorda Bachelard (2006), é fruto tamm de sua história e, no caso, observa-se a genealogia dos conceitos de uma área de estudos, dentre outros lugares, nos periódicos especializados. Como já assinalava Lopes (2001, p. 50):

Qualquer estudo é sempre feito dentro dos quadros de referência herdados do passado de uma ciência, do que é sua história ou sua tradição. Porém, os objetos de estudo, por seu caráter histórico, dimico e mutável, colocam permanentemente em xeque essa tradição no sentido de sua renovação e revisão.

Essas questões o escapam à problematização por algumas das publicações, que em suas seções “foco e escopo ou nos editoriais de apresentação de seus meros iniciais dedicam-se a questionar o que significa se estabelecer, como periódico, na Área de Comunicação e quais elementos caracterizam essa aproximação.

Na medida em que estão institucionalmente vinculadas a uma área do conhecimento, revistas científicas o tamm espaços de discussão a respeito do que efetivamente a constitui enquanto espaço relativamente autônomo de produção do saber. Não se espera, no entanto, uma definição pronta e fechada, no sentido de estipular ou, mais complexo ainda, normatizar uma ontologia do fenômeno que designa um campo: seria talvez um problema para a pesquisa caso uma das publicações apresentasse uma definição unívoca para o conceito de comunicação. As aproximações, no entanto, permitem entrever alguns dos aspectos constituintes da Área. Luciana Panke e Rosa M. Dalla Costa (2011, pp. 1-2) problematizam esse aspecto na apresentação do primeiro mero de Ação Midiática:

A comunicação se insere nos grandes temas da atualidade, articulando e produzindo sentidos, movimentando opiniões, reforçando e enfraquecendo poderes, legitimando ações políticas e sociais, incrementando economias e, por que o dizer, rompendo fronteiras sicas e culturais. O desafio posto aos interessados em estudá-la o é dos menores: como dar conta de tamanha complexidade garantindo a excelência científica imprescindível para a produção do conhecimento numa área inter e multidisciplinar?

Evidentemente o há nenhuma obrigatoriedade ou demanda específica relativa a esse tipo de discussão sobre o conceito de comunciação. A enunciação direta talvez o seja sequer possível na medida em que se trata de um espaço dimico de elaboração do saber. Sua ausência, no entanto, torna-se sintomática quando se tem em mente que as definições a respeito de objetos, métodos e conceitos em circulação na Área fazem parte de uma discussão constantemente renovada. Parece haver uma espécie de entendimento tácito a respeito dessas definições quando, ao que tudo indica, isso o ocorre nas práticas de pesquisa e produção de conhecimento da Área.

A maior parte das publicações toma alguns dos principais conceitos, mídia ou comunicação, como ponto de partida para indicar o escopo de suas linhas editoriais, mas há poucas problematizações efetivas sobre o que pode se abrigar dentro desses conceitos.

As discussões a respeito dessas temáticas, nas revistas, se endereçam sobretudo às indicações relacionadas aos principais conceitos relacionados à comunição a discussão do conceito, no entanto, aparece em uma única revista, no editorial do primeiro mero da Revista Paulus. Seu questionamento, no editorial do primeiro mero, é endereçado ao fenômeno comunicacional e suas possibilidades de apreensão conceitual e trica:

Mas o que é mesmo a comunicação? Na sociedade contemporânea existe realmente a comunicação e as pessoas aí estão, de fato, se comunicando, criando vínculos? Nessa sociedade perpassada pela técnica, novos desafios se apresentam, pois a própria técnica assume lugar central nas organizações sociais, recompondo o lugar do humano e da comunicação (Paulus, 2017b).

Esse tipo de questionamento parecem ecoar algumas das propostas de Marcondes Filho (2004; 2013) a respeito das condições de possibilidade de existência do fenômeno comunicacional, dentro dos parâmetros indicados pelo autor. Se o é aqui o lugar de explorar suas concepções, bastaria indicar talvez sua perspectiva de pensar a comunicação como um acontecimento que emerge no sujeito – distante, portanto, dos marcadores relacionados à mídia predominantes nas publicações. Embora o editorial o apresente uma resposta, e talvez nem seja o lugar desse tipo de discussão, a apresentação da revista retoma o questionamento:

A palavra comunicação tornou-se uma das mais conhecidas e repetidas à exaustão, dá o nome aos meios diversos de comunicação e no dia a dia aparece nos diálogos informais. Contudo, vale a pergunta: o que é a comunicação? Realmente as pessoas se comunicam? As tecnologias e seus aparatos podem realmente se comunicar? (Paulus, 2017b)

É importante indicar, em termos institucionais, que essas palavras o escritas em 2017, momento em que as discussões epistemológicas da Comunicação o apenas parecem plenamente consolidadas, mas tamm avançam no sentido de um questionamento das próprias possibilidades de sua atuação na Área veja-se, por exemplo, as discussões de Rüdiger (2018), Marcondes Filho (2018) e França e Prado (2013) sobre o lugar da epistemologia nos estudos de Comunicação. Dessa maneira, a presença de um questionamento trico-conceitual logo no mero inicial o deixa de se entrelaçar com as dimicas do campo naquele momento.

Na medida em que a materialidade da produção de conhecimento se inscreve tamm dentro de uma temporalidade, a presença ou ausência de determinadas reflexões podem ser indicadores de uma postura reflexiva em relação às condições específicas de produção acadêmica e suas discussões em um determinado momento. Ao mesmo tempo, o interesse nesse tipo de discussão ou a ausência tamm indica uma trajetória de reflexividade da própria Área em relação aos saberes que a constituem, marcada por momentos de maior ou menos interesse nesse tipo de discussão.

A conceituação, em alguns aspectos, o se manifesta na definição do objeto, mas de uma linha de investigação a seu respeito. A definição a respeito do conceito se afirma o pela indicação de uma ontologia, o que efetivamente poderia soar restritivo a qualquer campo de pesquisa, mas ao delineamento de um escopo a partir do qual é possível sublinhar determinadas caractesticas que, comuns a um grupo de fenômenos, permite distinguí-los dos demais uma distinção, como indicado anteriormente, necessária para o estabelecimento de diálogos. No “foco e escopo da revista Comunicologia, o título é tomado como ponto de partida para o delineamento do conceito. Ao indicar a raiz grega do termo, koinologos, definem tamm a área de abrangência do fenômeno comunicacional dentro de uma perspectiva dialógica e, a partir daí, suas interfaces:

Koinologos o era uma simples forma de diálogo como entendemos hoje, mas uma forma de se aproximar dos próprios saberes. A Revista Comunicologia resgata, portanto, a velha expressão grega utilizada para descrever a ciência dos saberes dialogais: a unidade da comunicação comunica a unidade do logos. Assim, a perspectiva oferecida por esta revista é a da comunicação como um diálogo inclusivo de pensamentos, teorias, saberes, práticas e cosmovisões (Comunicologia, 2020).

Considerações finais

Romancini (2004, p. 7) indicava que as pesquisas sobre publicações acadêmicas em comunicação o tem sido objeto de análise dos pesquisadores da Área, salvo exceções bastante raras. E questiona, em seguida:

Índice da baixa importância ou reconhecimento do esforço? Ou, hitese que nos parece mais realista, isso se deve à periférica atenção que se dá à reflexão sobre o próprio campo de estudos, sua natureza e especificidade, bem como relações que mantêm com outras áreas de conhecimento e com a sociedade?.

Se esse panorama certamente se transformou desde o momento em que o artigo foi escrito, é importante salientar que essa mudança, ao que tudo indica, foi parcial: nota-se, de fato, uma preocupação crescente com as questões epistemológicas da Área, consolidada o apenas em publicações, mas também eventos e grupos de trabalho exclusivamente dedicados ao tema; ao mesmo tempo, os periódicos acadêmicos de Comunicação ainda o parecem ter sido objeto de reflexão mais detalhada.

Uma das problemáticas recorrentes da Área de comunicação refere-se às possibilidades e condições de sua definição como espaço relativamente autônomo de um conhecimento marcado por uma especificidade responsável por distinguí-lo, e ao mesmo tempo relacioná-lo, com os saberes historicamente associados a outras áreas.

De certa maneira, isso poderia ser uma pista para a compreensão do foco nas questões de mídia: a definição pelo objeto, o necessariamente por uma forma específica de olhar, parece conferir uma unidade que as definições temáticas o chegam a alcançar.

Revistas acadêmicas o um dos espaços por excelência de circulação do conhecimento produzido em uma determinada área do saber. Concebidas como local de divulgação periódica das pesquisas realizadas, trazem as contribuições mais recentes de pesquisadoras e pesquisadores, apresentando-as à comunidade acadêmica e, a partir disso, submetendo-as à apreciação dos pares, tanto no sentido de uma recepção crítica quanto da contribuição para o desenvolvimento de novos estudos.

Por seu caráter como publicação periódica, espera-se que as revistas apresentem as produções mais recentes de um campo de estudos, oferecendo à comunidade uma indicação das direções tricas e epistemológicas seguidas pela Área naquele momento. Essa mesma temporalidade permite traçar, ao longo do tempo, uma genealogia dos conceitos de uma Área, na medida em que a periodicidade inscreve a publicação em um momento específico e reflete, por isso, as preocupações daquele peodo, bem como as concepções vigentes, os conceitos e teorias acionados, as metodologias operacionalizadas na prática de pesquisa.

Se, institucionalmente, é possível indicar com alguma segurança a consolidação da Área de Comunicação em relação às outras, e o próprio mero de publicações existentes poderia ser um indício disso, ao mesmo tempo as definições tricas e metodológicas responsáveis por alguns de seus parâmetros epistemológicos parece ainda o ter avançado além de uma caracterização interdisciplinar elemento que efetivamente caracteriza, mas o necessariamente define, a Comunicação.

Referências

Acquolini, Nicole T. (2015) Um breve panorama da evolução tecnológica das revistas científicas. ScientiaTec v.2, n.3, p 62-70, jul/dez.

Bachelard, Gaston (2006). A formação do espírito científico. Rio de Janeiro: Contrapont.

BianchettI, Lucídio; MACHADO, Ana Maria Netto (2007). Reféns da produtividade: sobre a produção do conhecimento, saúde dos pesquisadores e intensificação do trabalho na s-graduação. 30a. ANPED. Anais Caxambu, 07 a 10 de outubro.

Bianchetti, Lucídio; machado, Ana Maria Netto (2009). Publicar e morrer? Alise do impacto das políticas de pesquisa e pós-graduação na constituição do tempo de trabalho dos investigadores. Educação, Sociedade e Cultura, Vol. 28, no.1, pp. 53-69.

Boaventura, Katrine T. (2014) A comunicação e a perspectiva interdisciplinar: um mapa de definições, usos e sentidos do termo. (Doutorado em Comunicação).

Boaventura, Katrine T. (2012) O que é interdisciplinaridade? Um problema mal resolvido pela comunicação. 35o. Intercom. Anais Fortaleza, UFC, 2012, pp. 1-15

Bourdieu Pierre (1976). Le champ scientifique. Actes de la recherche en sciences sociales. Vol. 2, n°2-3, junho, pp. 88-104.

Bourdieu, Pierre. (2006) Os usos sociais da ciência. São Paulo: Ed. Unesp.

Bourdieu, Pierre. (1983) Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero.

Braga, José L. (2004) Os estudos de interface como espaço de construção do campo da comunicação. Contracampo, no. 10/11, pp. 219-236.

Braga, José Luiz (2011) Dispositivos Interacionais. Matrizes, Vol. 1, no.1.

Felinto, Erick (2011). Da Teoria da Comunicação às teorias da mídia. In: 20o COMPÓS. Anais Porto Alegre: UFRGS, jun.

Felinto, Erik. (2007) Patologias no sistema da comunicação. In: Ferreira, G. e Martino, L. C. Teorias da Comunicação. Salvador, Ed. UFBA.

Ferrara, Lucrécia. (2016) DA. Exposição oral. In: 8o semirio teorias da comunicação. Quinta Essencial: Pensadores da Comunicação. São Paulo: Faculdade Cásper Líbero, 10-12 ago. 2016.

Ferreira, Jairo (2012) Proposições que circulam sobre a Epistemologia da Comunicação. In: 21o COMPÓS.. Anais Juiz de Fora: UFJF, jun.. p. 1-17.

Ferreira, Jairo (2007) Questões e linhagens na construção do campo epistemológico da Comunicação. In: ______. (Org.). Cenários, teorias e metodologias da Comunicação. Rio de Janeiro: E-papers.

França, Vera R. V.; prado, José L. A. (2013) Comunicação como campo de cruzamentos, entre as estasticas e o universal vazio. Questões transversais, Vol. 1, no. 2, Jul.-Dez., pp. 76-82.

França, Vera (2001). Paradigmas da Comunicação: conhecer o quê? In: MOTTA, L. G et alli. (Orgs.). Estratégias e culturas da comunicação. Brasília: UnB.

Hanitzsch, Thomas (2013). Writing for Communication Theory. CommunicationTheory 23, no. 1, pp. 1–9.

Kuhlmann Jr, Moysés (2015) Produtivismo acadêmico, publicação em periódicos e qualidade das pesquisas. Cadernos de Pesquisa, v. 45, no. 158, out./dez. pp. 838-855.

Kuhlmann Jr, Moysés. (2014) Publicação em periódicos científicos: ética, qualidade e avaliação da pesquisa. Cadernos de Pesquisa, v. 44, n. 151, jan./mar. p. 16-32.

Lima, V. A. (1983) Repensando as Teorias da Comunicação. In: Melo, J. M. (org.) Teoria e Pesquisa em Comunicação. São Paulo, Intercom/Cortez.

Locker, Kitty (1994). The challenge of interdisciplinary research. Journal of Business Communication, v. 2, n. 31.

Lopes, Maria I. V. (2001) O campo da comunicação: reflexões sobre seu estatuto disciplinar. Revistas USP, Vol. 48, no. 1, dezembro 2000 / fevereiro 2001, pp. 46-57.

Lopes, Maria I. V. (2006) O campo da comunicação: sua constituição, desafio e dilemas. Famecos, no. 30, Vol. 1, agosto, pp. 16-30.

Marcondes filho, Ciro (2018). Comunicologia ou mediologia? São Paulo: Paulus. Martino, Luiz C. (2001b) Interdisciplinaridade e objeto de estudo da comunicação. In: COHN, G. Et al. Campo da comunicação. João Pessoa: UFPA, p. 77-90.

Martino, Luiz C. (2005) Apontamentos epistemológicos sobre a fundação e a fundamentação do campo comunicacional. In: capparelli, S. et alli. A Comunicação Revisitada. Porto Alegre, Sulina.

Martino, Luiz C. (2003) Ceticismo e inteligibilidade do campo comunicacional.Galáxia, no. 5, vol. 1, Abril de 2003, pp. 53-67.

Paiva, C. Elementos para uma epistemologia da cultura midiática. Culturas Midiáticas, ano I, n. 1, p. 1-12, jul.-dez. 2008.

Miconi, Andrea; Serra, Marcello. (2019) On the concept of medium. InternationalJournal of Communication, Vol. 13, no. 1, pp. 3444-3461.

Pereira, Amanda; oliveira, André. (2016) Comunicação e Ciência: a definição de meio como elemento para a distinção do domínio. 2o. Encontro Internacional Tecnologia, Comunicação e Ciência Cognitiva. Anais São Bernardo: Vol. 2, no. 1.

Peruzzo, Cecília K. (2002) Em busca dos objetos de pesquisa em Comunicação no Brasil. In: weber, M. H.; bentz, I.; hohfeldt, A. Tensões e objetos da pesquisa em Comunicação. Porto Alegre: Sulina.

Pimenta, Francisco. J. P. (2011) Jogos, redes sociais e a crise no campo da Comunicação. In: 5o ABCIBER, 5, 2011, Florianópolis. Anais Florianópolis: UFSC, nov. 2011. p. 1-16.

Porta, Eva. (2017) Objeto de estudio, objeto empírico. In: Rosa Martinez, Fabiana; SAUR, Daniel. La cocina de la investigación. Córdoba: Eduvim.

Romancini, Richard. (2004) Periódicos brasileiros em Comunicação: histórico e análise preliminar. XXVII INTERCOM. Porto Alegre: Anais UFRGS, Setembro de 2004.

Signates, Luiz. (2013) O que é especificamente comunicacional nos estudos brasileiros de comunicação na atualidade. In: BRAGA, J. L. et alli (org.) 10 perguntas para produção do conhecimento em comunicação. São Leopoldo: Unisinos, 2013.

Sousa, J.; geraldes, E. (2009) Um saber sobre tensão: as múltiplas visões sobre a origem, o objeto de estudos e o conceito da disciplina comunicação. Razon y Palabra, v. 14, n. 67, p. 1-22, mar.-abr..

Stumpf, Ida R. C.(1996) Passado e futuro das revistas científicas. Ciência da Informação, Vol. 25, no. 3,, pp. 1-6.

Ferraz, Maria C. F. (1997) Editorial. Contracampo, Vol. 1, no. 1, jan-jun.

Foco e escopo. (2020) Comunicologia. Brasília: Universidade Católica de Brasília, 2020. Disponível em < https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RCEUCB/about/editorialPolicies#focusAndSco peo>

Foco e escopo. (2020) Revista Brasileira de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2020.Disponívelem <http://portcom.intercom.org.br/revistas/index.php/revistaintercom/about/editorialPoli cies#focusAndScope>

Milman, Luís. (1997) Apresentação. Intexto, vol. 1, no. 1, pp. 1-2.

Miotto, Gaspar. (1996) Apresentação: As palavras voam. Cadernos de Comunicação, Vol. 1, no. 1, dezembro, pp. 1-2.

Panke, Luciana; DALLA COSTA, Rosa M. (2011) Apresentação. Ação midiática. Vol.1, n. 1, jan-jun. 2011, pp. 1-2.

Paula, Silas J.(2010) Editorial. Passagens, no. 1, ano 1, 2010, p. 1-1. Paulus editora (2017a). Apresentação. Revista Paulus, no.1, Vol. 1, pp.1

Paulus editora. (2017b) Editorial. Revista Paulus, no.1, Vol. 1, pp.1

Silveira, Ada C. M. Editorial. Animus, no. 1, Vol. 1, jan-jun, pp. 7-8.

Sobre a revista (2020) REBEJ Revista Brasileira do Ensino de Jornalismo. Sobre a revista. Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo. Disponível em < http://www.abejor.org.br/rebej/ojs/index.php/rebej/about>

Sobre a revista (2020). ECO-PÓS. Rio de Janeiro: UFRJ. Disponível em <https://revistas.ufrj.br/index.php/eco_pos/about/editorialPolicies#focusAndScope>

Sobre a revista (2020). Pauta Geral. Ponta Grossa: UEPG. Disponível em <https://revistas2.uepg.br/index.php/pauta/about>

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.




Copyright (c) 2022 Luis Mauro Sa Martino

Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-SinObraDerivada 4.0 Internacional.

convocatorias

Es una edición cuatrimestral creada y editada por CIESPAL.
Av. Diego de Almagro N32-133 y Andrade Marín.
Quito-Ecuador.

Síguenos en:

convocatorias

convocatorias

Revista Chasqui 2018
está bajo Licencia Creative Commons Atribución-SinDerivar 4.0 Internacional.